Oi, tudo bem?

Que bom que você veio.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

JERICOACOARA


JERICOACOARA

Tótila Artigas

Mar verde de esmeralda
água tépida
relaxante
que envolve meu corpo
me abraça como num sonho
Jericoacoara
a praia onde o jacaré dorme
e eu descanso minha preguiça
nas areias brancas
apreciando o céu safira.
Foi onde conheci Maria
bela cearense que me cativou
prendeu meu coração com seu olhar brilhante.
Perdi-me em seus cabelos negros
viajei em seus beijos quentes
tornei-me cativo em seus braços
e dei-lhe todo meu amor.
Jericoacoara
ainda volto lá, para buscar o amor
que lá deixei...

09/11/11

MARIA BAIANA


MARIA BAIANA

Tótila Artigas

Foi na Baixa do Sapateiro
que vi Maria pela primeira vez.
Me olhou com seus olhos de céu sem nuvens...
perdi-me naquele infinito.
Depois desceu comigo no elevador Lacerda
e eu tinha a impressão que subia para o Paraíso.
No Pelourinho,
amarrou com seus cabelos loiros
meu corpo nas suas curvas morenas.
Na praia da Barra,
em seus lábios grossos e sedutores
Mergulhei beijos salgados de mar.
No Farol da Barra,
ao entardecer luminoso
Guiei-me pelas luzes em seu olhar.
Na Ondina,
de mãos e corações unidos,
nossos passos marcaram as areias macias.
Mas foi em Itapuã
que trocamos todo nosso amor...


09/11/11






domingo, 18 de dezembro de 2011

HISTÓRIA INVERÍDICA


Esta manhã, após o jogo do Santos (0) x Barcelona (4), recebi , em minha caixa de correio, um e-mail com o seguinte recado, escrito num pedaço de folha de caderno:

Senhor Fortesletras
Gravação obtida numa ligação telefônica cruzada no meu computador. Por favor, analise se é autêntica.

Como está anônima e eu não tenho condições de confirmar a autenticidade, então a transcrevo no meu blog, para simples conhecimento dos meus leitores.

Rei Juan Carlos de Espanha
Buenos dias, señora presidenta Dilma, como tienes pasado?

Presidenta Dilma
Bom dia, Majestade. Estou muito bem. E vossa alteza, como tem passado?

Rei Juan Carlos
Mui Bueno, Señora.  Preciso tener una conversa mui importante com la señora.

 Presidenta Dilma
Estou às suas ordens, majestade. Pode falar.

Rei Juan Carlos
Es lo seguiente. Proximo domingo jugara Barcelona y Santos, que nosotros esperamos sea um bueno juego. Cierto?

Presidenta Dilma
Certo, majestade, tenho certeza que o melhor time vencerá!

Rei Jua Carlos
Por supuesto, my querida presidenta, stoy cierto de El mejor  vencera!. Y es por iso mismo que estoy telefonandola. Jo quiero recordala que suya mayor empresa de telefonia es espaniola, que seja, la TELEFONICA  de San Paulo. Biem, nosotros estamos pensando seriamente em estudiar unos reajustes de tarifas, que podra ocurrir despues del juego. Acredito que podemos jegar a uno bueno acuerdo.

Presidenta Dilma
Tenho plena certeza que sim...

Rei Juan
Entonces, estamos tambiem pensando acerca la entrada de lãs mujeres  brasileñas en España. Sabe, sin querer parecer grosero de my parte, pero nosotras mujeres estan reclamando de la concorrência desleal que acontece, que estan perdiendo clientes, la senhora, como mujer, deve entender estas situaciones, jo me creo.

Presidenta Dilma
Sinceramente, Majestade, não vejo relação...

Rei Juan Carlos
 Estamos tambiem implantando em Brasil ciertas industrias que, aqui em España, son mucho importantes, y que posibilitam muchos españoles trabajarem...  Entonces, estas empresas podram mudar de idea, y volver a España, no se se estoy sendo claro...

Presidenta Dilma
Sinceramente, majestade, não vejo...

Rei Juan Carlos
Biem, vamos hablar de cosas mas importantes. El time de Barcelona, qui es  uno de mis queridos times, asta ahora já sofrio três derrotas para los brasileños, entonces, no me gustaria  de velo com uma quarta  derrota, la señora my comprende. Tiengo certeza que tomara las medidas ciertas para una conversa rápida com el señor Muricy, para tenernos um muy feliz final de año aqui en España...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

FALANDO UM POUCO SOBRE MULHERES








FALANDO UM POUCO SOBRE MULHERES


simonedemelo.blogspot.com

Tótila Artigas

Esta manhã, ao embarcar no ônibus, deparei-me com uma mulher ao volante. Cumprimentei-a com um pouco mais de simpatia que o usual, por ser ela quem é – sempre que embarco no coletivo, desejo um "bom dia", "boa tarde" e, ao descer, "desejo "bom trabalho" ao motorista. Ela respondeu ao meu cumprimento com um sorriso simpático, quase brilhante, eu diria. 


Sentei-me no banco individual, ao lado da porta, lugar estratégico para que eu pudesse observá-la discretamente. Tipo "mignon", morena, cabelos longos pretos, mãos delicadas de unhas longas cuidadosamente manicuradas segurando o volante e trocando as marchas do veículo. E o sorriso permanente. "Se fosse proprietário de uma empresa de ônibus, só colocaria motorista do sexo feminino", pensei. E explico porque: tenho observado que elas são, geralmente, mais atenciosas com os passageiros, mais cuidadosas ao dirigir e, mais importante, mais agradável aos olhos dos passageiros. Não tenho nada contra motoristas do sexo masculino, mas prefiro as do sexo feminino.


Brincadeiras a parte, sou de opinião que a mulher deve ser respeitada pelo ser humano que ela é, não porque galgou postos de serviço que antes era exclusivo dos homens. A jornalista Ana Paula Padrão publicou na revista Isto É, número2194, uma reportagem sobre as mulheres empreendedoras e como esse segmento está crescendo. Cita Elisabete Miranda, que fixou-se nos EUA, abriu uma empresa e foi agraciada com o prêmio Winning Women. Esse prêmio é dado a mulheres que se destacam no mercado americano com idéias inovadoras e coragem para implantá-las — palavras da própria jornalista. 


Uma mulher amiga minha, aproveitando sua nacionalidade européia, uma vez que nasceu lá mas viveu e estudou no Brasil, depois de revezes profissionais em terras tupiniquim, guardou seus diplomas universitários, de pós-graduação e doutorado, e foi ganhar a vida no velho continente trabalhando como terapeuta.


A Deusa tríplice



Citei apenas três exemplos de mulheres que, com a cara e a coragem, enfrentaram o mundo e tiveram sucesso. Mas onde ficam os milhares de brasileiras que não conseguem, por motivos mais variados que existem, alcançar esse sucesso? Que batalham aqui mesmo, neste reinado do machismo, submetendo-se à trabalhar três jornadas diárias, as vezes mais, para dar conta de casa, filhos, emprego, marido? E que não recebem o menor reconhecimento?


Infelizmente, neste estado laico em que vivemos, ainda a mulher é submetida à tirania do sistema religioso que impõe rígidas regras morais na forma de leis arcaicas.


Isis e Osiris


Mas nem sempre foi assim. Houve época, na história da humanidade, que a mulher era respeitada, não só como ser humano que é, mas até divinizada, por ser a procriadora. Esculturas encontradas em escavações, datadas da eras pré-históricas, mostram a mulher grávida, a continuadora da especie. Segundo estudiosos, essas peças eram objetos de culto, de adoração. Nada consta que elas fossem subalternas, inferiores aos homens. E assim surgiu a aurora da humanidade, sempre tendo a mulher como ser igual ao homem, táo igual que as divindades todas eram formadas sempre por um casal: Shiva e Parvati, Baal e Astarte, Amon e Mut, Isis e Osiris, Deusa Terra e Cernuros, só para exemplificar, pois o panteão é imenso. E todas eram tão atuantes como seus respectivos maridos na condução da humanidade. Para reverenciar esses deuses e deusas, haviam os sacerdotes e as sacerdotisas, sempre em pé de igualdade e, em alguns casos, elas mais atuantes ainda. 

jornale.com.br

Deusa Mãe e Cernuros

No mundo dos humildes mortais, as mulheres tomavam as rédeas de governos tanto quanto os homens, como Cleópatra e Nefertiti, no Egito. E foi nesse mundo dos mortais que, em determinado momento, surgiu uma divindade que, segundo seus seguidores, teria tirado a mulher do nível parelho ao homem e colocado em segundo lugar, em nível inferior, culpada de diversos males que levariam o homem ao crime.


De repente, a mulher foi coisificada juntamente com a casa, o servo, a serva, o boi, o jumento: "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma do que lhe pertença”. (Êxodo 20,17)" (http://www.bibliacatolica.com.br - Biblia da CNBB). (grifo do autor) 


Começou aí o martírio, a perseguição da mulher. Como coisa, ela podia ser vendida, dada, trocada, ao bel prazer do macho dominante (o pai, o marido). A justificativa? O pecado entrou no mundo através da mulher. Foi ela quem se deixou seduzir pela serpente e comeu do fruto da árvore proibida e, o que é mais grave ainda, deu ao homem o fruto, para ele comesse também, segundo Gênesis 3, (op. cit.). 


Até hoje ela paga por esse erro. Quando nasce, o pai deve dirigir sua vida. Felizmente, isso já está mudando, e muitos pais abdicaram do poder de dominar sua filhas, permitindo que estudem, trabalhem, escolham seus próprios caminhos. Pena que ainda ficamos na situação "muitos pais", e não na situação "os pais..." - forma genérica e geral. 


Bem, a mulher conquistou seu espaço na vida profissional do século vinte, como vimos nos exemplos acima. Conquistou? Será? Em muitas empresas, a mulher ainda ganha o que o macho dominante, dono da empresa, acha que ela vale, não o quanto ela merece. E ele sempre acha que ela vale menos que o profissional que executa o mesmo serviço, as vezes sem o mesmo cuidado ou diligência. O salário até pode ser o mesmo, jamais será mais alto, pois a desculpa é que ela tem problemas mensais que alteram seu humor, sua capacidade, sua disponibilidade. Mais desculpas? Ela terá, fatalmente, que se afastar do serviço para atender às obrigações a que a natureza lhe confere: garantir a continuidade da espécie. Isso significará cu$to para a empresa, em forma de ausência no trabalho, queda na produção, necessidade de reposição de mão-de-obra, pagamento de salário garantido apesar de não estar produzindo, etc., etc., etc... Tanto essa situação é realidade que a ampliação da licença maternidade foi duramente combatida, nesta terra maravilhosa do samba e da mulher bonita, por quase a totalidade dos empresários. Não fosse a atuação firme e decidida de suas pares, nos círculos administrativos políticos, e elas ainda estariam trabalhando até o último dia da gestação, parindo seus filhos e voltando a trabalhar no primeiro dia após o parto!


Recentemente, - dezembro de 2011 – três mulheres foram agraciadas com o prêmio Nobel,as liberianas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee, e a iemenita Tawakkul Karman. Conforme a reportagem: "Segundo o presidente do comitê Thorbjoern Jagland, elas representam a luta pelos "direitos Humanos em Geral e das mulheres pela igualdade e paz, em particular." (www.paraiba.com.br).


Ainda existem países que subjugam suas mulheres, obrigando-as a viverem escondidas sob roupas, dizendo que, assim, não excitarão o homem. Tudo por ordem de seres superiores, criados pelo homem (categoria sexual) exclusivamente para possibilitar o jugo do homem (ser genérico) pelo homem (ser governante).


Mulheres pensam, decidem, analisam, mas quando têm que agir, encontram forte resistência do sexo oposto. O representantes das leis também não as favorecem muito, não. Recentemente, um oficial da policia canadense falou que a mulher foi atacada pelo marginal estuprador porque sua roupa era provocante, ela mostrava mais do que devia do seu corpo, portanto, era culpada de ter provocado o homem. Assim sendo, o homem foi considerado "vítima" do poder de sedução da mulher, o que lhe dava total direito de atacá-la, violentá-la, estuprá-la e quaisquer outros nomes que se queira dar ao ato por ele executado. Será que a mulher não tem o direito de se vestir do jeito que se sente bem, confortável? 


O jornalista sentiu-se abandonado, pegou uma arma e descarregou as seis cápsulas nas costas da mulher que tomou a decisão – unilateral diga-se de passagem – de reconquistar sua liberdade longe dele. Ela está morta e ele está livre, aguardando a decisão da lei.


Apenas dois exemplos. Preciso citar mais? O da cabeleireira? É Só abrir os jornais – impressos, falados, digitalizados – e teremos milhares de exemplos! Quantas mulheres são protegidas quando têm sua integridade atingida? Quem escuta seus brados de socorro, de vítima?


Graças a Deus, a lei mineira da legítima defesa da honra não pegou! Senão, qualquer assassino de mulher iria alegar que sua honra foi maculada depois que transou com ela, que ela procurou amor verdadeiro em outros braços ou que ela tenha recusado seu "convite" para fazê-lo feliz.


Não vou discriminar aqui padrões de pele, pois não é meu objetivo. Tampouco vou falar das mulheres que galgaram postos políticos, militares ou cientificos. Não as estou desprezando. Simplesmente, essas mulheres, ainda são seres isolados, infelizmente, que batalharam e conseguiram chegar lá. Seria pieguice de minha parte fazer loas para elas. Minha luta é pela mulher comum, aquela que batalha de sol a sol para sustentar filhos, casa e, as vezes, marido – não vou entrar em méritos deste último motivo. Mulher é, e sempre será mulher, não importa a cor de sua pele. E deve ser respeitada como tal, pois é a parte fundamental para que a espécie tenha continuidade. 


Será que, em plenas calendas do século 21, a mulher ainda tenha que ser sujeitada às vontades do macho alfa? Será que esse macho não percebeu que a mulher faz parte de sua vida, parte tão importante quanto o alimento, o ar, o sol? Que está exatamente no mesmo nível social, econômico, filosófico, que ele?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DIA DO LIXO

DIA DO LIXO

Ou seria de jogar o lixo no lixo? Recentemente, vi uma propaganda de página inteira numa revista: Seja você também catador por um dia. Ajude a limpar a cidade. CHEGA DE LIXO FORA DO LIXO! EU SOU CATADORA. A foto estampava o simpático sorriso da atriz Marília Pêra.
Meu Deus, que país é este, que é preciso convocar as pessoas para jogarem seus lixos no lixo? Famosos, mais famosos, não tão famosos, aparecem em todos os tipos de media (leia-se mídia, do inglês, e não média, do latim), constantemente, convocando o cidadão brasileiro a jogar seu lixo no lixo!
A realidade é que o povo brasileiro já traz essa falta de higiene no seu gene. Quando o descobridor Pedro Alvares Cabral cá aportou, escreveu ao el-rei as seguintes palavras: "é uma terra riquissima". Estava decretado o saque oficial do continente que viria a ser chamado de americano, na área correspondente ao futuro Brasil. Nada interessava ao colonizador (invasor) que não fosse riqueza monetária. Se a fauna, flora ou mineral pudesse ser transformado em ouro, então, deve ser conservado, se não, destrua-o, para não atrapalhar a extração da riqueza. Isso incluia o habitante original, que atravessou, a pé, imensas distâncias de florestas, desertos e montanhas, navegou milhares de milhas marítimas pelo que seria chamado oceano Pacífico, para chegar aqui e criar, durante alguns milênios, culturas sui-generis. Iniciaram assim o saque e a destruição do novo continente.
Enquanto a riqueza natural era abertamente surrupiada destas terras muito chã, a Europa batalhava a Revolução Industrial. Bem, até aqui, desculpa-se a ignorância humana a respeito da poluição. Não se sabia que o lixo e a poluição produzidos pela Revolução produzia também doenças e matava. Isso era novidade. Mas não demorou muito para que aprendessem. Afinal, a mão de obra estava morrendo por causa da produção de riquezas monetárias. Logo a Coroa britânica percebeu que o Rio Tâmisa estava virando um esgoto a céu aberto e que o peixe que nela nadava, alimento básico, já não alimentava mais!
Na Alemanha, os alemães descobriram que o romântico Rio Reno, o rio da unidade européia, estava seguindo os mesmos passos que o Tâmisa. Já não se ouvia mais o cântico de Lorelei nas suas águas turvas de poluição.
No Brasil dessa época, ainda não havia chegado a poluição industrial, mas a humana não ficava muito longe. Os esgotos dos banheiros eram lançados nas ruas sem pavimento, que a enxurrada se encarregava de limpar, levando-os para os rios, assim como os dos animais também. Até aí, nada de novo. Mas o tempo passou. A revolução industrial chegou ao Brasil. As cidades foram inchando de gente, as favelas, mocambos e outros ajuntamentos sub-residenciais foram se formando. Os rios tornaram-se locais excelentes para se despejar lixo e dejetos de todas as espécies. Não existia a menor infra-estrutura para uma vida saudável. Qualquer local mais ou menos distante de um aglomerado urbano era propício à formação de um lixão.
No início do século XX, a Europa acordou para o problema da poluição e gritou "BASTA!". Estudos começaram a ser feitos para limpar o ar, a água e o solo contaminados. O Tâmisa e o Reno foram despoluidos. Cito esses dois apenas por serem exemplos. A despoluição atingiu a praticamente todos o cursos de água. Sena, Loire, e muitros rios voltaram à vida, depois de serem declarados mortos.
No Brasil, o Tiete e o Tamanduateí tinham suas sentenças de morte sendo decretadas. Todo esgoto, doméstico, industrial, comercial, humano e animal era simplesmente lançado neles. E continuaram sendo lançados, mesmo depois que os rios europeus tornaram-se cem por cento limpos, ou seja, atravessou-se o século vinte e entrou-se no século vinte e um jogando lixo nos rios, etapa final dos lixos largados em qualquer parte do solo brasileiro.
E daí? o leitor inteligente irá perguntar. Até aí, morreu Neres. Isso não é novidade nenhuma.
Bem, não tenho a intenção de falar nenhuma novidade aqui, apenas bater na mesma tecla mais uma vez, tecla essa que bati a primeira vez em 1970, num artigo semelhante publicado num jornal de bairro, e já não era novidade naquela época. O que quero acrescentar é que ainda hoje, quarenta anos depois daquele jornal, que já nem existe mais, ainda ouço o povo brasileiro retrucar, quando a gente fala para por o lixo no lixo: "eu não! Pra isso existe gari!" ou "E eu com isso?" ou "joga no chão, senão gari não tem lixo prá recolher e vai ser mandado embora do trabalho" ! Essa última, então, parece piada, mas já ouvi centenas de vezes.
A vivência no lixo está tão entranhada no brasileiro que não é dificil ver-se alguém depositar o lixo no chão, juntinho ao cesto do lixo. Talvez ele imagine que o lixo vai pular para dentro do cesto!
Infelizmente esse costume está tão arraigado no povo, que não diferencia classe, sexo, idade, cor, posição social, nível cultural, econômico, religioso, e qualquer outro fator que seja inerente a este povo.
Ops! Por favor, tudo o que escrevi aqui foi genérico! Tive oportunidade de ver locais, cidades, pessoas, que se esmeram em não jogar, e não permitir que joguem, lixo em local não adequado. Por favor, se você, que está lendo estas linhas, não pertencer ao grupo de seres humanos a que me referi no parágrafo anterior, não se sinta ofendido. Ofenda-se, isso sim, com os poluidores, que acham que o público não pertence a ninguém e que, por isso, pode poluir o nosso espaço.
Quiça um dia o brasileiro vai descobrir que o público é propriedade de todos, e começar a conservar a limpeza.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ESPUMAS FLUTUANTES

ESPUMAS FLUTUANTES
Rio Cubatão
Herói
que desce as encostas da Serra do Mar
desbravando a floresta milenar,
matando a sede da flora e da fauna
alimentando o homem que rouba de ti o peixe.
Esgoto da civilização,
recebe em paga
toda imundícia que esse mesmo homem produz.
Tuas águas, outrora límpidas,
são, hoje, decoradas com o irisado das químicas
que temperam o peixe suicida que em ti habita
e que será servido no prato do pescador.
Na manhã do sábado ensolarado,
a maravilha tétrica das espumas flutuantes
decora a desesperada corrente turva e opaca que busca o mar,
teu destino,
tão triste e melancólica
que batalha para refletir o azul do firmamento.
Espumas flutuantes,
suprema assinatura do símbolo que mente para o mundo a limpeza
de uma vida que tem sua morte por excesso de lixo decretada.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

EXERCITAR A IMAGINAÇÃO

Recebi o texto abaixo de um amigo que, na minha opinião, é um excelente exercício de imaginação. Obrigado, Herbert.
 EXERCITAR A IMAGINACÃO.

Pra rir um pouco - Vamos fundo.........

De pé, fortalece a coluna; 
De cabeça para baixo 
estimula a circulação do sangue; 
De barriga para cima 
é mais prazeroso;
Sozinho, 
é estimulante, mas egoísta;
Em grupo, 
pode até ser divertido;
No banho pode ser 
arriscado; 
No automóvel, 
é muito perigoso...
Com 
freqüência, desenvolve a imaginação;
Entre duas pessoas
, enriquece o conhecimento;
De joelhos
, o resultado pode ser doloroso...
Enfim, sobre a mesa ou no escritório, antes de comer ou na sobremesa, sobre a cama ou na rede, nus ou vestidos,

sobre o sofá ou no tapete, com música ou em silêncio, entre lençóis ou no closet, sempre é um ato de amor e de enriquecimento, não importa a idade, nem a raça, nem a crença, nem o sexo, nem a posição socioeconômica... 
Ler é sempre um prazer!

DEFINITIVAMENTE, LER LEVA VOCÊ A EXERCITAR A IMAGINACÃO. 

E VOCÊ ACABOU DE COMPROVAR ISSO !