Oi, tudo bem?

Que bom que você veio.

terça-feira, 26 de julho de 2011

ASSASSINANDO O PORTUGUÊS

ASSASSINANDO O PORTUGUÊS

Sei que estou sendo repetitivo, que já se falou muito e mais ainda se escreveu sobre o assunto, mas não resisto, especialmente depois que o ministro partiu em defesa ao “Livro de Português” que aceita o erro de concordância. A internet e a televisão têm sido os maiores carrascos do nosso lindo idioma. Tenho encontrado sites e blogs, especialmente estes, que primam pelos erros, tanto de grafia como de concordância. Muitos deles procuram ser via de propaganda de profissionais liberais, como designers, alguns de denominando desing (assassinam também idiomas estrangeiros, especialmente nossa segunda língua, o inglês).
As janelas de comentários nos portais de notícias então, são verdadeiro massacre. Quem escreve deve se perguntar para que serve aquele monte de teclas com sinais estranhos, como til, dois pontos, vírgula, pontos de interrogação e exclamação, etc. Quando se lê um comentário, é preciso adivinhar o que o autor está querendo dizer, pois não existe uma mínima referencia sequer se está perguntado, afirmando, pondo em dúvida, etc.
Outro genocídio literário é a inclusão de palavras estrangeiras como se fossem brasileiras, cujo significado não tem nada a ver com o texto. Aliás, não só de estrangeirismos, como no próprio uso do idioma pátrio. É comum ver-se o emprego de palavras que não significam absolutamente nada no contexto do assunto. Recentemente, li em um artigo o excesso da palavra EXCLUSIVE, para dizer que algo estava INCLUIDO no assunto... Outro exemplo é o “encabulado”, muito usado para o autor dizer que ficou revoltado (?) com alguma coisa ...
Se isso é o que os novos gramáticos estão chamando de “internetes”, então, por favor, providenciem cursos on-line (ou onlaini, como já vi grafado) para atualizar os leitores, pois o que está acontecendo é o surgimento de um novo idioma dentro do idioma português do Brasil – ainda não vi tais absurdos em sites dos endereços .pt.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

REMINISCÊNCIAS

REMINISCÊNCIAS
Muitas mulheres conheci.
Muitas mulheres tive.
Todas elas foram felizes comigo.
Suas bocas falaram eu te amo...
Falaram muitas vezes...
Diziam que eu preenchia seus vazios.
Diziam que tinham comigo aquilo que não tinham com quem devia dar-lhes.
E eu as fazia felizes.
Sempre que queriam.
Sempre que desejavam.
Sempre que precisavam.
Eu completava sua solidão...
Eu era a parte que lhes faltava.
No quebra-cabeça da vida, era o pedaço que completava a imagem.
A imagem delas.
Falavam tantas vezes de amor,
Que cheguei a acreditar...
 Mas falavam só uma vez adeus...
E eu partia.
Levando saudades,
Tristezas,
Lembranças,
Mágoas.
Alegrias.
Mas nunca, nunca levei,
Nem nunca deixei
Amor.
Só se leva aquilo de realmente se recebe...
Só se deixa aquilo que realmente se possui...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

EU NA RODA DE LEITURA SOBRE AFONSO SCHMIDT

29 DE JUNHO DE 2011

Semana Afonso Schmidt resgata obra do autor

            A Roda de Leitura promovida pela Sociedade Amigos da Biblioteca - S.A.B. e coordenada pela contadora de histórias, Nalva, teve sua continuação ontem como parte da Semana Afonso Schmidt. Tendo a obra e a vida do escritor cubatense como foco da roda, o evento contou com a presença do poeta e jornalista santista, Valdir Alvarenga, um dos ícones da poesia da Baixada Santista. Antes do início da roda de leitura houve uma apresentação de mímica baseada em dois poemas de Schmidt, Zingarela e O Cigano, interpretados pelo ator Tótila. Os poetas da SAB que foram ao evento participaram interpretando poemas do autor. O público compareceu em bom número e foi formado na sua grande maioria por alunos da Fábrica da Comunidade.


Esta reportagem foi feita pelo colega poeta Facoro para o "artesnasab.blogspot.com". Convido os meus seguidores para visitarem o blog, onde tem notícias sobre a vida cultural e poética de Cubatão.

domingo, 12 de junho de 2011

LOUCUBRAÇÕES

Nossa última flor do Lácio está agonizado. Ou, quem sabe, antegozando com a nossa cara. Afinal, hoje já não se fala mais como se falava nos belos tempos em que essa flor brotava nos jardins romanos. E depois destas loucubrações, não se falará mais nem como se fala hoje (se os filólogos e gramáticos de plantão não me prenderem ou me internarem num hospício!). Bom, por que acho isso? Vamos analisar a nossa adorada língua. Não, não me refiro a que está dentro da sua boca, mas ao idioma que falamos, conhecido como língua portuguesa (não é a língua da portuguesa, não!). Começaremos por ver o alfabeto: a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v x y w z. É, coloquei o w, o y e o k, porque estão no teclado, porque eles já caíram fora do nosso alfabeto. Vamos voltar ao alfabeto. Começamos por tirar as vogais: a e i o u. Tem três que são consideradas vogais e duas chamadas semivogais. Será que queriam ser consoantes? As vogais são o a, o e e o o. O i e o u são as tais semivogais. Acho que são semivogais, porque representam a preguiça de abrir a boca que muita gente tem ao falar. Por exemplo, fala-se pratilera onde se deve pôr prateleira. Ou dévi onde deve; às vezes, não põe: dexa e não deixa, pódi e não pode e por aí afora.
Tirando as vogais e semivogais, sobram as consoantes. Consoante diz o Michaelis, consoante forma o fonema (não tem nada a ver com telefonema). Então, vamos ver como são as consoantes. O b faz ba be bi bo bu, o c faz ca ce(?) ci(?) co cu (é assim mesmo, sem acento). Aí começa o problema: se é c, com som de se, então, por que não faz sa so su? Os gramáticos dirão: “tem o s”; eu digo: o s não é ess? Ou seja, não é só soprado? E soprado forte, para não confundir com o soprado fraco do z? Afinal, para fazer o ce e o ci tem o q, que é chamado de que. Portanto, para resolver esse problema, a resposta é qa qe qi qo qu. Prosseguindo, depois do c, vem o d, f, g, opa, outra letra estranha! É ga ge gi go gu. Então, para que tem o j? Só para substituir o g no ge e no gi? Vamos colocar as coisas nos seus devidos lugares: o ge deixa de ser g e passa a ser ge, então, fica ga ge gi go gu, e o j fica ja je ji jo ju. Entendeu? Não? Eu explico: o que era gue, continua sendo gue, só que, agora, é ge, e gi também. Depois, vem o h. É uma letrinha meio estranha, essa. Às vezes, está na palavra, mas não faz nada. O pior, além de não fazer nada, é bradado “com h maiúsculo!”. Qual é a vantagem de fazer nada maiúsculo? Houve um tempo em que queriam tirá-lo daí, mas, daí não deixaram, então, ele continuou não fazendo nada maiúsculo. Bem, concordo que, às vezes, o h é necessário, especialmente quando ouve. Se não fosse o h, não saberíamos, na escrita, se ouve ou se ouve... é, porque, se ouve, não sabemos se ouve ou se ouve... é bom parar por aqui, porque já á muita confusão na escrita, para aver mais confusão no ouvido... ou, no avido...
O j já falamos, o l é l mesmo, se bem que, às vezes, podia ser o ou u. Antes do l, tem o k, mas, como já temos o q, não precisamos dele. O seguinte é o m, meio-irmão do n. A primeira coisa estranha aí é essa estranha paixão do p e do b que só querem ficar juntos do m, quando o n poderia, muito bem, substituir. Afinal, o som do nariz é o mesmo no m e no n. Depois, vem p e o q, qe nós já vimos lá em cima. Aí, vem o r e o s, que é soprado forte, para não confundir com z, que é soprado fraco. O t é t mesmo, mais duro que o d, o v, que é mais fraco que o f... o x, que às vezes é xis, às vezes é qcis, às vezes é z, só para atrapalhar a vida da gente! Se já tem o qcis, que serve para fazer qcis, então o x devia ser só para fazer x mesmo, no xa xe xi xo xu, sem precisar do cha che chi cho chu. O y tá aí só para atrapalhar. O último, mas, nem por isso menos importante, é o z, que é muito bom para dormir... zzzzzzzzzzz...! fim

sexta-feira, 10 de junho de 2011

DEVANEIO

DEVANEIO

Sol primaveril no fim da tarde,
 fresca brisa agita mansamente as flores no campo.
Os passarinhos trocam mil fofocas,
Discutem, cantam e recitam versos,
Enquanto buscam seus dormitórios nas árvores.
As andorinhas mostram a perfeita coreografia do balé aéreo,
Sob o alaranjado do céu.
As flores exalam seus perfumes,
Antes de fecharem-se em suas pétalas.
A garbosa Dama da Noite principia a despertar,
Abrindo-se muito delicadamente,
para saudar a noite que se aproxima.
Enquanto os insetos diurnos buscam seus refúgios,
Os noturnos saem para a sinfonia que fará fundo
Ao balé dos pirilampos.
Nas lagoas, os sapos coaxam em diversos tons,
desde o grave mais baixo até o mais agudo,
passando pelo tenor e contralto – coral perfeito.
Ao fundo,
a cascata do riacho murmurante marca o compasso.
Vênus aparece no poente,
Arauto da fresca noite,
Estrela dos amores e dos amantes.
Olho pela janela do meu apartamento,
no vigésimo andar,
o céu estrelado que se acende,
ao som de intermináveis buzinas, apitos e sirenes,
nas ruas e prédios da minha cidade.

COTIDIANO


COTIDIANO

 Raios riscam o infinito negrume,
alumiando formas fantasmagóricas,
 que vagam por sítios desconhecidos.
Algures, quimeras lutam entre si,
disputando despojos de idéias mal concluídas...
Seres informes, incompletos e descompletos,
caminham na penumbra,
arrancando uns aos outros partes,
numa vã tentativa de se concluírem...
Fumaça brota do chão,
das paredes musgosas,
dos leitos secos dos rios e dos pântanos infestados,
enovelando-se,
contorcendo-se em volutas,
como serpentes famintas que devoram a própria cauda...
Esqueletos desconexos arrastam-se,
chacoalham-se,
como baquetas regidas por um maestro louco...
Sombras voam e flutuam,
atacando como aves de rapina,
rapinando como abutres,
no lusco-fusco da madrugada...
O urro da besta-fera é de gelar o sangue.
Sinto meu corpo estremecer de medo...
Abro os olhos!
Alguém está me chamando...

domingo, 5 de junho de 2011

A ESPERA

O poema abaixo foi feito por uma pessoa muito especial. Não se considera poetisa, mas vê a vida com muita poesia. Branca, achei linda e muito delicada tua poesia. Bjs

A espera
         É sexta-feira...
         as horas se arrastam...
         finalmente chega sábado
         hora do encontro
         ansiosamente esperado
         então as horas voam
         chega o domingo...
         é hora da despedida
         é mais uma semana de saudades
         que lentamente vai arrastando
         minuto a minuto dos vagarosos
         dias de espera...
         até chegar a tão esperada
         sexta feira...
         quanta saudade...